De onde vem cada número desta tela.
A plataforma tem dois caminhos: o do cardápio, que compara a sua casa com o mercado à volta dela, e o do mês, que fecha o resultado da casa e mostra pra onde ela está indo. O primeiro depende de uma base de mercado, e parte dela ainda é referência calibrada em vez de coleta. O segundo não depende de base nenhuma: são os números que você mesmo informou. Aqui está exatamente onde passa cada fronteira — sem maquiagem.
A fronteira: o que roda ao vivo, e o que está pré-carregado
Tudo o que o dono opera na tela é real e roda ao vivo. O que está pré-carregado é uma coisa só: a base de preço do mercado à volta da casa — a parte mais cara e frágil de manter, e a única que ficou fora do escopo desta versão.
Vale dizer com todas as letras, porque é o que mais se confunde: o fechamento do mês e o da semana não dependem dessa base. Faturamento, custo de insumo, folha, despesas, o que sobrou no fim — são os números que o próprio dono informou, sobre a casa dele. Ali não há nada pré-carregado, nada calibrado e nada nosso. A base de mercado só entra quando a pergunta é "e os outros, quanto cobram?".
O caminho do cardápio
- Leitura do cardápio por modelo de visão (foto, PDF, texto ou Excel de múltiplas abas).
- Match semântico: "Bruschetta Pomodoro", "Bruschetta de Tomate" e "Bruschetta Clássica" viram o mesmo item comparável.
- Comparativo por prato contra a distribuição de preço da região (mediana, quartis, variação, R$/100g).
- Modo projeto: cardápio ainda sem preço entra só com os nomes e recebe sugestão de preço por prato pela banda da praça — construção guiada, não comparação.
- Praça de alimentação: banda de preço por categoria da praça declarada, com verificação de ticket-alvo do operador.
- Ficha técnica por IA: estimativa de custo de insumos por prato (com faixa) — marcada como estimativa, você ajusta com seu número.
- Engenharia de cardápio: matriz Estrela / Cavalo de batalha / Quebra-cabeça / Abacaxi, com divisória na mediana do próprio cardápio.
- Painel financeiro consolidado: CMV ponderado, MC%, MC agregada em R$/mês, Prime Cost e veredito único da casa.
- Descrições que vendem: frases de cardápio geradas por IA a partir do nome/porção/descrição — sem inventar selo nem ingrediente.
- Distribuição do resultado: PDF assinado com sua consultoria, CSV, envio de ajustes por WhatsApp, boletim semanal por e-mail com link direto.
O mercado da região
- coleta real Delivery — preço de verdade. A base traz 5.245 estabelecimentos de SP, a quase totalidade com preço real coletado de apps de entrega (base de junho/2026). É coleta verdadeira; só não roda ao vivo a cada análise.
- referência calibrada Salão — régua de faixa, ainda não coleta. Para mesa/à la carte, a coleta ainda não cobre o mercado. No lugar usamos uma referência calibrada sobre as faixas públicas de preço de salão de SP — uma régua de mercado, não o preço cravado de uma casa. Vem marcada como referência, nunca apresentada como coleta.
- coleta real Âncoras premium — reais, e por isso o calibrado é conservador. No topo, ancoramos com preço real de cardápio público de steakhouses de referência de SP (PDF datado de 2026). Elas marcam o teto de mercado e mostram que a régua de salão fica abaixo do topo real — calibrada para baixo, não inflada.
- A comparação é por canal: você diz se o seu cardápio é de salão ou delivery e confrontamos contra o mesmo canal. Onde a referência de salão se aplica, salão contra salão. Onde ainda não há, um cardápio de salão cai para delivery como proxy explícito — marcado, nunca disfarçado, e nunca estimamos um preço de salão a partir do delivery.
- Em produção, essa camada é alimentada por coleta contínua de cardápios — substituindo a régua calibrada por coleta real de salão em todas as categorias — o ponto caro e sujeito a bloqueio que fica fora do escopo da demonstração.
O caminho do mês
- Fechamento do mês: faturamento, custo de insumo, folha, demais despesas e ticket médio entram e devolvem CMV, margem, Prime Cost e o resultado da casa. Linha que você não informou fica em aberto, nunca vira zero.
- A conta até a última linha: pró-labore, parcelas, investimento e aporte dos sócios — pra sair do resultado da operação e chegar em "sobrou quanto".
- Fechamento da semana: os números da reunião de segunda. Com eles a tela diz em quanto o mês fecha no ritmo de agora — é projeção pela média das últimas quatro semanas, não a soma das semanas do mês.
- A forma da semana: quantas pessoas e quantas horas em cada dia, e quanto cada dia custa de gente. O valor sai da folha já informada — não se pede o dinheiro duas vezes.
- A ficha contra a cozinha: o CMV que o cardápio promete contra o que o mês realmente gastou, com o buraco em reais e os pratos suspeitos, nesta ordem.
- Os insumos da casa: preço por unidade com a data em que ele passou a ser esse — é o que impede a ficha de envelhecer calada.
- Os próximos dias: o que vence e, se você disser quanto tem em caixa hoje, o dia em que o dinheiro aperta. Janela de duas semanas; sem o saldo, a lista mostra os vencimentos e não crava a data.
- Ano contra ano: e a venda comparável, que separa vender mais de cobrar mais.
- A curva: do segundo mês fechado em diante, custo, margem, Prime Cost e o que sobra, cada um com a sua linha de meta.
- Impostos e repasses em reais: o serviço repassado à equipe e o imposto sobre a venda saem da mesma régua no mês e na semana, quando a casa declarou as taxas dela.
- Rede: com mais de uma casa, todas no mês fechado lado a lado e o mesmo prato casa a casa — cada uma medida contra o mercado dela.
- Vários meses de uma vez: a planilha que a casa já mantém entra em lote, e o que não deu pra ler volta linha a linha.
O caminho do cardápio, passo a passo
O que acontece entre enviar o cardápio e ver o comparativo. Este é o caminho que usa a base de mercado — por isso um dos passos vem marcado como pré-carregado.
Entrada
Você cola o texto ou envia a foto ou o PDF do cardápio. Também dá para subir uma planilha com várias abas — todas viram itens comparáveis.
Comparação ou projeto
Antes de analisar, você diz a intenção — ou deixa o sistema ler pelo formato do cardápio. Já opero: o cardápio tem preço e a leitura é comparativa, você contra o mercado. Estou montando/redesenhando: o cardápio entra só com os nomes dos pratos (ou preço em poucos deles) e o sistema passa a sugerir preço por prato a partir da banda da praça e da região — construção guiada, em vez de comparação.
Extração
O modelo de visão lê a imagem/texto e devolve item, descrição, gramagem e preço estruturados.
Normalização
Cada item é casado semanticamente com o catálogo de itens comparáveis da região. Quando o cardápio declara peso ou volume, o preço também é lido por unidade — R$/100g para pratos, R$/100ml para bebidas — para comparar porções diferentes na mesma régua.
Mercado
Os preços vêm de uma base pré-carregada (5.245 casas de SP — delivery com preço real coletado, mais uma régua de salão calibrada sobre faixas públicas, ancorada por casas premium reais), filtrada pelo canal que você escolheu (em produção: coleta contínua de salão e delivery).
Praça de alimentação
Se o cardápio é de shopping ou food hall, a praça declarada vira um segundo comparativo: piso, mediana e teto de preço por categoria da própria praça, com os vizinhos reais dela. O sistema também verifica se o cardápio proposto entrega o ticket-alvo que o operador da praça pediu — sem inventar ticket que ele não declarou.
Comparativo por prato
Mediana, quartis e variação por item, com leitura por linha. Os preços também são lidos como conjunto ordenado — uma escada de preços que aponta vãos grandes demais entre faixas e degraus que cobram mais sem entregar mais (R$/100g ou R$/100ml), além do item-âncora que ancora a percepção do resto. Em bebida, o cardápio raramente repete o volume; quando ele não está escrito, o R$/100ml usa o volume de referência da categoria — marcado como estimado (régua de comparação, não o volume cravado da casa).
Ficha técnica / margem
Sob demanda, o modelo estima o custo de insumos por prato (em R$, com faixa) para você não preencher a ficha do zero — por prato ou em lote pela grade. Cada item ganha CMV%, MC% e semáforo. É estimativa de mercado, não o custo do seu fornecedor: vem marcada como estimativa e você ajusta com o seu número. Há também um atalho offline por % do preço, para quando a IA não está disponível.
As vendas que a casa já registrou
O relatório de produtos vendidos que o sistema de vendas da casa exporta serve do jeito que sai — planilha, PDF ou foto da tela. O nome do prato no sistema é casado com o nome no cardápio já lido, e nada sobrescreve número que o dono digitou. Também dá pra preencher na tela. É esse dado que faz o painel deixar de ser aspiracional: sem volume, o cardápio só tem preço; com volume, ele tem peso.
Engenharia de cardápio
Com margem e volume por prato, o cardápio inteiro entra numa matriz 2×2 (margem × giro): Estrela, Cavalo de batalha, Quebra-cabeça, Abacaxi. A divisória de cada eixo é a mediana do próprio cardápio — leitura relativa à casa, com aviso de "em cima da linha" quando o item é fronteiriço.
Painel financeiro consolidado
O cardápio inteiro condensado num veredito único ("fecha saudável / em atenção / crítico") com CMV ponderado, MC% ponderada, MC agregada em R$/mês, e Prime Cost (CMV + folha declarada). Cobertura parcial é dita em voz alta: "veredito sobre N de M pratos" — nunca finge 100% com item de fora da conta.
Descrição que vende
Sob demanda, o modelo escreve frases de cardápio a partir só do nome, da porção e da descrição existente — sem inventar ingrediente. A chamada é ao vivo: por prato, ou para os heróis da matriz (Estrelas e Quebra-cabeças) de uma vez, com duas variações por prato.
Distribuição do trabalho
O relatório sai da tela: CSV exportável (Excel BR abre certo), envio de ajustes formatados pelo WhatsApp, assinatura de consultoria no PDF (white-label direto) e link de acesso rápido do relatório pelo email semanal — pra chegar a quem manda no cardápio sem passar por login.
Como se entra, e o que fica salvo
Abre em gastro.did.lu, no navegador do celular ou do computador. Não se instala nada e
não há app pra baixar. O que o dono preenche fica salvo na conta dele e volta sozinho quando ele
reabre — cardápio, custos, volumes, metas, praça, meses e semanas fechadas.
O que ainda não fazemos
A lista curta e honesta do que fica de fora hoje — nada do que está acima muda quando isto entrar:
Coleta contínua de cardápios de concorrentes, inclusive de salão em todas as categorias, substituindo a base pré-carregada pela coleta viva. É o ponto caro e sujeito a bloqueio, e é a única fronteira de "simulado" que sobrou no produto.
O sistema de vendas da casa mandando sozinho. Hoje o relatório de produtos vendidos entra do jeito que o sistema exporta, e alguém precisa trazer o arquivo uma vez por mês. O passo que falta é a casa não precisar nem disso. É o próximo, e é o que impede o dado de morrer de fome.
O catálogo de pratos cresce mais devagar que a base de preço. Prato que o catálogo ainda não conhece não se perde — ele entra pela faixa da categoria dele —, mas sustenta "uma entrada nesta região custa entre X e Y" em vez de "o seu carpaccio de polvo está caro perto dos outros carpaccios de polvo". Ampliar isso é trabalho contínuo nosso.
O comparativo entre casas da mesma rede saiu desta lista: ele está no ar, e aparece no quadro do caminho do mês, acima.